terça-feira, 30 de janeiro de 2018

DIOCESE DE CAETITÉ PRESENTE NO 14º INTERECLESIAL DAS CEBs EM LONDRINA- PARANÁ

CARTA DO 14º INTERECLESIAL DAS CEBs

Tema: CEBs e os desafios do mundo urbano
Lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3, 7)

Nós, os 3.300 delegados e delegados, participantes do 14º Intereclesial de CEBs, nos dias 23 a 27 de janeiro de 2018, na Arquidiocese de Londrina – PR, partilhamos com nossas comunidades a valiosa experiência vivenciada neste encontro.
Construímos o Intereclesial, patrimônio bíblico, teológico e eclesial da Igreja no Brasil, com representantes das comunidades católicas e de outras Igrejas cristãs, de povos originários e tradicionais de todas as regiões do nosso País, da América Latina e da Europa.
Diante dos clamores e desafios apresentados, fizemos a experiência de Moisés na sarça ardente, ao ser desafiado por Javé, o Deus libertador, que viu, ouviu e, ao descer, o enviou para libertar o seu povo do sistema de escravidão que aprisiona os corpos e coloniza as mentes.
Na vivência de uma Igreja em saída, como cristãos leigos e leigas, padres, religiosos, religiosas, diáconos, pastores e pastoras, bispos, lideranças de povos originários e tradicionais, nos colocamos numa postura de diálogo, em que cada pessoa tem algo a aprender com a outra e todas à escuta do ‘Espírito da verdade’ (Jo 14, 17), procuramos conhecer o que Ele ‘diz às Igrejas’ hoje (Ap 2, 7).
Partilhamos alguns destes clamores que esta escuta nos proporcionou, deixando-nos inquietos e desinstalados, conscientes de que eles ecoam com a mesma intensidade no coração de tantas pessoas de boa vontade.
Sabemos que o primeiro nível da escuta deve acontecer nas bases da Igreja, portanto, na comunidade que é “o primeiro e fundamental núcleo eclesial (…) célula inicial da estrutura eclesial, foco de evangelização e fator primordial da promoção humana (…)” (Medellín, 15, III. 1 a).
Reafirmamos nosso compromisso com uma Igreja da escuta e do diálogo. Queremos colaborar para que todos os organismos de serviços pastorais permaneçam conectados com a base e partam das pessoas, sobretudo, dos pobres e excluídos, dos desafios de cada dia e de seus clamores. Assim nos tornaremos uma Igreja em saída.
As CEBs continuam sendo um “sinal da vitalidade da Igreja” (RM 51). Os discípulos e as discípulas de Cristo nelas se reúnem na escuta e na partilha da Palavra de Deus. Buscam relações mais fraternas, igualitárias e inclusivas. Superam a cultura machista e o clericalismo. Celebram os mistérios cristãos e assumem o compromisso de transformação da sociedade e a defesa da criação, a nossa casa comum.
As mudanças culturais, os desafios e clamores da sociedade globalizada e da cultura urbana, o desmonte das estruturas democráticas em nosso País, a perda dos direitos civis e sociais e a degradação da dignidade humana e da criação levam as CEBs a assumirem os seguintes compromissos:
  • transmitir às novas gerações as experiências e os valores das gerações anteriores;
  • promover a cultura da vida;
  • tornar-se uma Igreja de comunidades em rede, com novos ministérios, que inclua a mulher em sua plena dignidade eclesial;
  • incentivar o protagonismo das juventudes e combater o seu extermínio;
  • apoiar as lutas dos povos indígenas, da população negra e quilombola, dos pescadores artesanais, da população em situação de rua, dos migrantes e refugiados, da população encarcerada, das crianças e dos idosos por cidadania plena;
  • cobrar politicas públicas de inclusão social, participar dos conselhos de cidadania, promover a democracia direta e participativa e a autodeterminação dos povos;
  • promover práticas de economia popular, solidária e sustentável;
  • reafirmar a vocação política dos cristãos e cristãs;
  • fortalecer a campanha pela auditoria da dívida pública, da reforma política e do controle sobre o poder judiciário;
  • apoiar e a colaborar com a REPAM e o sínodo para a Amazônia em 2019.
Nunca podemos nos esquecer de que as comunidades cristãs nasceram no meio dos pobres, como um grito de esperança e lugar de relações igualitárias e inclusivas.
À Igreja que está em Londrina e, que, solidária e afetuosamente nos acolheu, nossa eterna gratidão.
Ao Papa Francisco que, com seu testemunho evangélico, nos desafia a nos tornarmos, cada vez mais, uma Igreja pobre e dos pobres, nossa apoio fraterno e oração.
Pedimos as bênçãos de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Estado do Paraná, para a diocese de Rondonópolis-MT, que acolherá o 15º Intereclesial, em 2022, e para as comunidades que prossigam em caminhada, colocando os pés nas pegadas de Jesus de Nazaré.






terça-feira, 9 de janeiro de 2018

14ª INTERECLESIAL DAS CEBS, UMA EXPERIENCIA RENOVADORA

Alegremente, vamos chegando, festa bonita vai começar eu sabia que alegria com as Cebs vim celebrar (Hélio Marinho)

No período de 23 a 27 de janeiro de 2018, acontecerá na arquidiocese de Londrina Paraná o 14ª Intereclesial das Comunidades Eclesial de Base – CEBS. Há quase cinco décadas, sob o influxo do Concilio Vaticano II e no calor das Conferências Latino-americanas do episcopado reunido em Medellín e Puebla, as comunidades eclesiais de base pulularam como uma pequena “flor sem defesa”. Depois, na década de 1970 veio o seu aprumar, mesmo em um cenário político difícil na época em todo Brasil e na América Latina. Foi nesse momento que surgiram os Encontros Intereclesiais de CEBs, cujo objetivo era uma maior e melhor articulação das comunidades dispersas pelo Brasil. A partilha de experiências durante os encontros é um dos traços marcantes. Os relatos da caminhada das comunidades, seus desafios, sofrimentos, lutas e conquistas, uma vez socializados, tornam patente a unidade até mesmo nos problemas e aponta para questões teóricas e práticas. O panorama apresentado fornece aos assessores referências para um aprofundamento teológico e sociológico.
Foi justamente nos Intereclesiais que foram produzidos os primeiros e mais destacados trabalhos teológicos e sociológicos a propósito das CEBs, o que suscitou uma expressão de uma eclesiologia mais original, com traços marcadamente latino-americanos.
O intereclesial é um grande encontro que reúnem os representantes das Cebs de todo Brasil e representantes de muitos países da América Latina, com o objetivo de refletir a caminhada da igreja na base. O encontro é uma iniciativa das Cebs, organizações e Pastorais Populares que pensa o evangelho encarnado na realidade social do povo, pensa a partir do compromisso com os mais vulneráveis e sofrido de nossa sociedade. Depois de mais de 40 anos o “trem das Cebs” percorre todo Brasil, este ano 2018, segue seus trilhos rumo a Londrina na edição 14ª, que tratará do tema: “As Cebs e os desafios do mundo urbana” Lema “Eu vi, ouvi os clamores do meu povo e desci para liberta-os” (Ex. 3,7).
O encontro terá uma metodologia de trabalho baseada no método Ver, Jugar e Agir. Para ampliar as reflexões dos desafios encontrado em nossa sociedade e que marginaliza o nosso povo, o encontro será dividido em 13 mini plenárias que vão discutir temas como:
Direito a saúde e saneamento;
Acesso as condições de moradia;
Os desafios da mobilidade (Transportes e Locomoção);
Violência e segurança;
As mudanças no mundo do trabalho e os impactos na participação da comunidade;
Pluralismo: ecumenismo e diálogo inter-religioso;
Movimentos e organizações sociais e populares;
Desafios de acesso e participação da cultura e lazer;
Os desafios da formação e educação;
Democracia e participação na política partidária;
Os desafios da juventude;
Mídia, novas tecnologias e direito a comunicação;
Ecologia e cuidado ambiental.
Todos os delegados inscritos estão divididos nas plenária que escolherem quando realizaram as inscrições.
A diocese de Caetité marcará presença integral neste 14ª intereclesial com 5 leigos e uma religiosa. Vamos juntos celebrar a festa.


Nilson Ladeia da Silva
Coordenação Diocesana das CEBs da Diocese de Caetité

14º Intereclesial de CEBs: TUDO ESTÁ PREPARADO. VENHAM PARA A FESTA! Dom Geremias Steinmetz

“Que os desafios no mundo urbano não sejam motivos de desânimos, mas de unidade e luta por justiça e igualdade.” Dom Geremias Steinmetz

Já está muito perto o esperado 14º Intereclesial de CEBs. As reflexões sobre as “CEBs e os desafios no mundo urbano” vão tomando corpo pouco a pouco. O lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7) já ilumina a vida e a espiritualidade de milhares de pessoas que, esperamos, cresça ainda mais.
A Arquidiocese de Londrina espera a todos com alegria e satisfação. As comunidades , com suas famílias acolhedoras esperam ansiosamente a chegada de todos. As muitas Equipes de Trabalho se preparam há vários meses para que tudo aconteça dentro do previsto e da necessidade de tão majestoso encontro.  O Secretariado pensou em tudo com muito carinho. Está tudo preparado!
Quero, também eu, dar-lhes as boas- vindas. É uma enorme alegria acolher a todos e todas  aqui em Londrina, cidades e comunidades vizinhas. Desejo que a vossa preparação também seja intensa e que a realização do 14º Intereclesial consiga corresponder à enorme expectativa que foi criada ao redor dele.
Aqui as Santas Missões Populares com seus retiros, Semanas Missionárias, celebrações de abertura e encerramento, prepararam a todos para darmos o melhor. As muitas reuniões de planejamento se esforçaram por dar o justo tom a cada detalhe. Agora esperamos no silêncio e na torcida para que todos cheguem bem e felizes e se sintam “em casa” entre nós. No abraço que lhes daremos na chegada queremos lembrar o abraço que Deus continua dando em seu povo para animá-lo na luta. Aproveitamos para desejar um Feliz e Santo Natal e o ano de 2018 próspero com as mais reais esperanças.
Sejam todos bem vindos!
                                                                                              Dom Geremias Steinmetz
Arcebispo Anfitrião do Intereclesial

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

RUMO AO 14° INTERECLESIAL


O 14º Intereclesial das CEBs se aproxima! Devemos nos vestir com ousadia e coragem para resignificar o caminho neste nosso século. Devemos gritar que DEUS HABITA A CIDADE.

            Irmãs e irmãos que participam do 14º Intereclesial das CEBs (janeiro de 2018). A frase que dá título ao artigo é do nosso Papa Francisco, no número 92 da EG, Exortação que é o seu programa de pontificado. A Comunidade é o lugar da cura, da fraternidade, da solidariedade comprometida com os pobres, um sinal que aponta na direção do CAMINHO de Jesus de Nazaré.
            Vivemos em um momento da história no qual existe uma tendência a desprezar uma característica fundamental da realidade humana: a sociabilidade. Jesus, e consequentemente o cristianismo, apontam com vigor para o não esquecimento desta realidade. Por isso, em todos os lugares e com todas as pessoas que, como nós, também querem viver outro mundo possível, estamos aqui em Londrina buscando verificar como fazer isto no interior do mundo urbano.
            Porém, este marco de nossa caminhada deve nos empurrar para frente. Este momento não pode falar por ele mesmo, mas ser um trampolim que recolhe uma história de grande significado e impulsiona para dentro de águas mais profundas. Como João Batista, que fez do povo pobre sua própria pele, devemos nos vestir com ousadia e coragem para resignificar o caminho neste nosso século. Devemos gritar que DEUS HABITA A CIDADE.
            Como comunidades liminares, isto é, que estão no limite do carisma e da instituição, não podemos nos confundir com estruturas opressoras. Com uma profecia apocalíptica devemos constituir comunidades nas casas, nas periferias geográficas e existências, nas situações e circunstâncias que poucos e poucas estão dispostos a estar. Comunidades guiadas e reunidas pela PALAVRA. Comunidades sacramentais não apenas porque possuem sete sacramentos, mas porque se abrem à graça que pode ser sentida e vivida pelo sinal sacramental. E como diz Francisco, o de Roma, nunca para os pobres ou pelos pobres, mas COM OS POBRES.
            Façamos de nossas CEBs espaço privilegiado dos excluídos deste mundo. Temos diversidade de presença na Igreja, sim. Mas queremos caminhar em comunhão com ela dando a nossa contribuição específica. Não somos um Movimento, mas uma rede de comunidades. Se a velha paróquia quer ser sinal, neste mundo, do Caminho de Jesus Cristo, precisará entender que a sua estrutura deverá refletir a misericórdia e a hospitalidade, do contrário só produzirá dor e sofrimento para pessoas já tão machucadas pela vida.
            Não caíamos na tentação de uma sociedade do espetáculo. O mundo de hoje exige que homens e mulheres se congreguem para encontrar caminhos de humanização. Homens e mulheres que não são, necessariamente, da mesma religião. Não nos esqueçamos da bela mensagem da Laudato Si’ (Louvado sejas): tudo está interligado. Assim, deveremos ser capazes de acolher todos os tipos de refugiados e refugiadas deste mundo. E, em seu interior, com as paróquias se for possível, estarão as COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE.
Assessores da Ampliada  das CEBs do Brasil: Ir Tea, Ir Mercedes, Pe Vileci e Celso Pinto Carias
Mensagem original publicada no Jornal A CAMINHO, edição 5

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Encontro diocesano das CEBs diocese de Caetité 2017




Encontro diocesano das CEBs diocese de Caetité
LEIGOS E LEIGAS PROTAGONISTAS DA VIDA NAS CEBS

 Aos quinze dias do mês de setembro de 2017, às 14h no CTL (Centro de Treinamento de Líderes) em Caetité, com a presença de 65 participantes de 28 paróquias da Diocese de Caetité, deu-se início ao encontro diocesano das CEBs. A Paróquia de Caetité faz a acolhida com dinâmica e apresentação dos presentes. Logo após, o zonal de Brumado inicia a oração de abertura do encontro. A Ir. Benedita conduz a oração refletindo sobre a importância da palavra de Deus na caminhada da igreja e na vida de cada cristão, enfatizando a importância da leitura bíblica principalmente por ocasião do mês da bíblia. Em seguida Monsenhor Alex acolhe todos os presentes trazendo saudações do Bispo D. Carvalho que se encontra em Roma em reunião com o Papa Francisco. Ele fala da importância das CEBs na igreja e diz “as CEBs não é o futuro da igreja, e sim o presente”. E continua dizendo que a igreja é composta de comunidades que com seu testemunho e seu trabalho missionário contribui para a evangelização, e que os leigos e leigas devem ser sal da terra e luz do mundo para transformar a realidade presente. Dando continuidade ao encontro Dr. Rafael da Paróquia de Guanambi  vem falar sobre a PEC 287 - reforma da previdência e seus impactos na vida dos trabalhadores. Enfatizando a importância das manifestações e da organização popular e a luta do povo para garanti seus direitos. Chamando atenção para que todos voltem sua atenção para a retirada de direitos da população que levará a população à desorganização e a precarização das famílias. O Sr. Antônio Lelys fala sobre a experiência vivida na década de 80, antes da Constituição de 1988. A luta pelos direitos, a busca pela organização da população. Ele ressalta “é preciso nos encorajarmos e irmos a luta para não ficarmos só observando, mas lutar para que nenhum direito venha a ser perdido”. Após a reflexão sobre a reforma da previdência a Ir. Ida conduz o momento de oração com o terço missionário, em profunda oração e meditação sobre o ser missionário no mundo. Logo após o jantar todos os presentes são convidados a assistirem o filme: Filhos do Sol. Um filme que retrata a exploração de mulheres que são tratadas com tamanha desumanização e em cativeiro sendo exploradas sexualmente. A proposta do filme é levar a uma reflexão sobre a perda dos direitos humanos, a exploração. Já no sábado 16/09 o dia inicia as 7h com a oração da liturgia das horas, momento para prepararmos o coração para o novo dia que se inicia. Dando continuidade ao encontro Pe. Osvaldino Barbosa traz sua contribuição sobre o tema:
LEIGOS E LEIGAS PROTAGONISTAS NA VIDA DAS CEBs. Enfatiza que os leigos precisam e devem ser a esperança profética desse tempo. Ajudar as crianças e jovens a fazerem suas escolhas de vida, pois a realidade é gritante cerca de 60 mil pessoas são assassinadas por ano no país, que os leigos precisam ser coordenadores de comunidades que anime a vida da comunidade que aja de maneira a fazer a comunidade crescer e enfatiza que “o laicato como um todo é um verdadeiro sujeito eclesial”. Diz também que o batismo de cada um é o convite para adentrar a caminhada pastoral na igreja, e levar o evangelho ao seio do mundo. Duas perguntas foram colocadas para que em grupo pudesse refletir melhor e debater a temática sobre o protagonismo dos leigos nas CEBs.
Cada grupo refletiu sobre como está o protagonismo como leigos e leigas nas CEBs. Um momento de partilha e reflexão sobre a caminhada com o olhar voltado para a realidade de cada um que contribui com sua presença nesse encontro.
Marli e Roseli falam sobre a espiritualidade das CEBs, sobre a caminhada das comunidades desde os Atos dos Apóstolos onde relata a fé e partilha dos bens, onde tudo era colocado em comum e o amor prevalecia. As CEBs têm uma bela caminhada fruto do Concílio Vaticano II e a luta durante a ditadura militar. A força do povo, a luta para que as CEBs se fortalecessem cada vez mais. Os intereclesiais vem para celebrar e reavivar a  caminhada das Comunidades Eclesiais de Base na América Latina. Para encerar o dia a Ir. Ida Marcon e o Sr. Antônio Lelys são convidados a falarem suas experiências de vida e
caminhada nas comunidades. A Ir. Ida ressalta a experiência e a caminhada desenvolvida na diocese de Caetité e a luta do povo que quando ela aqui chegou eram grandes as dificuldades por causa do analfabetismo e autoestima baixa das pessoas. Fala também da luta do povo por suas terras e das situações de conflitos armados que por várias vezes a mesma presenciou. O Sr. Antônio Lelys fala de sua experiência na década de 70 e 80 onde grileiros ameaçavam a vida do povo, tomando suas terras e expulsando as famílias das comunidades. A luta era constante e desafiadora e termina dizendo “não podemos deixar a luta morrer”. No domingo 17/09 o dia se inicia com a santa missa, celebrando a vida e a caminhada das CEBs, refletindo a liturgia dominical que convida a perdoar quantas vezes for necessário e praticar o amor e a reconciliação. Após a Santa missa Marcos Coordenador do Conselho de Leigos da Diocese fala sobre a importância do conselho na caminhada dos leigos e também do conselho na Diocese de Caetité. Nilson faz um breve apanhado de tudo que foi vivido durante os três dias de encontro agradecendo a todos e enfatizando a importância de cada leigo ser fermento na massa, ser sinal de transformação em cada comunidade. Roseli faz a prestação de contas agradecendo a todos pela colaboração e empenho na venda dos bilhetes para o sorteio da cesta de brindes. É feita a avaliação do encontro que foi visto pelos presentes como bastante positivo. Ir. Ida conduz o momento de oração com reflexão sobre a caminhada missionária. Padre Lely dá a bênção encerrando o encontro diocesano das CEBs da Diocese de Caetité.
 
Coordenação diocesana das CEBs Diocese de Caetité

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

“A Bíblia é o grande instrumento de libertação dos leigos”

A Bíblia nas mãos do povo, no Brasil, é o grande gesto de libertação.

 “A Bíblia é o grande instrumento de libertação dos leigos”. Entrevista com Francisco Orofino Quando se fala de Leitura Popular da Bíblia não se pode prescindir de Francisco Orofino, que, em companhia de Carlos Mesters e da equipe do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos), soube encontrar o caminho para que no Brasil a Bíblia tenha chegado às pessoas e seja usada como instrumento diário do trabalho pastoral. A validade do seu trabalho e de sua metodologia comprova-se no fato de que pouco a pouco seus trabalhos foram sendo traduzidos para as diferentes línguas e que esta forma de aproximar o texto Bíblico da vida das pessoas esteja cada vez mais presente em todos os cantos do mundo. Nesta entrevista, o biblista brasileiro nos mostra a importância de que a Bíblia esteja nas mãos do povo, um fenômeno nascido do Vaticano II e no qual, na opinião de Orofino, não há volta atrás. Ao mesmo tempo, vai desfiando as consequências que essa Leitura Popular da Bíblia tem, ou poderia ter, para a vida da Igreja no dia a dia. Confira a entrevista: Qual é a importância da Bíblia para a Igreja católica hoje? F.O. – Se há uma conquista irreversível do Vaticano II, ao menos no Brasil, é a Bíblia nas mãos do povo. Há iniciativas do Vaticano II em que houve retrocessos durante os 35 anos dos Pontificados de João Paulo II e Bento XVI, como a “reforma” da Reforma Litúrgica ou a reclericalização, a recentralização no clero. No entanto, é irreversível, ao menos na nossa perspectiva pastoral do Brasil, no aspecto da Bíblia nas mãos do povo. Pode chegar o Papa mais fechado, que não vai conseguir retroceder nessa conquista. A Bíblia nas mãos do povo, no Brasil, é o grande gesto de libertação. Significa que o leigo tem em suas mãos aquilo que, segundo a própria Dei Verbum, é a fonte primeira da Revelação. E se o leigo tem em suas mãos a fonte primeira da Revelação e a lê a partir da sua própria realidade econômica e sociopolítica, esse leigo está fazendo teologia. Para dizer a verdade, a Bíblia nas mãos do povo rompeu o monopólio da teologia, até então restrita ao clero. Ter a Bíblia nas mãos do povo é um gesto de libertação da teologia clerical. Por isso, a Bíblia nas mãos do povo permite o avanço em duas grandes questões do Vaticano II, que sempre vão ser foco de tensão: a questão da desclericalização e da descentralização. Creio que Francisco, desde a sua experiência latino-americana, toca nessas duas teclas, que ele percebe que foram os pontos fracos das conquistas do Vaticano II. A descentralização, que ele traduz na sinodalidade, e a desclericalização, em relação a que aponta três grandes instrumentos pastorais para o processo de desclericalização: o poder de decisão dos conselhos pastorais paroquiais, os círculos bíblicos e as comunidades eclesiais de base. Portanto, vejo a Bíblia no contexto pastoral latino-americano como o grande instrumento de libertação dos leigos, como uma coisa necessária para que eles possam ter mais poder de decisão na caminhada da Igreja. Isso não cria certas disputas entre o clero e os leigos? F.O. –Qualquer coisa cria disputas entre o clero e o leigo. Se você fizer um curso de liturgia em uma paróquia e começar a fazer a proposta litúrgica do Vaticano II, que é o novo enfoque dado à celebração eucarística, como ceia e não como sacrifício – o que dizia Trento e o que o clero continua pensando –, tentando recuperar como leigo a dimensão da ceia do Vaticano II, o clero vai reagir. O mesmo acontece no campo da Bíblia, pois o clero tem teologia, mas não tem Bíblia, e quando um leigo vai conhecendo a Bíblia vai enfrentar uma barreira, pois o clero sente que não está capacitado para discutir com eles. Muitas paróquias, hoje, não admitem a realização de cursos bíblicos, nem círculos bíblicos, nem reflexão bíblica, porque percebem que a Bíblia nas mãos dos leigos é um importante instrumento de conscientização do laicato. Poder é poder e, ou eu começo a combater essas emancipações, ou eu perco meu poder; e o clero não quer perder seu poder. Portanto, sempre vai restringir as iniciativas dos leigos, seja no campo da liturgia ou da formação, principalmente catequética. No Brasil, segundo o Diretório Nacional da Catequese, todos devem elaborar esquemas catequéticos vivenciais a partir da Bíblia. A maior parte das paróquias pensa que os esquemas catequéticos devem ser doutrinais a partir do catecismo. Muitas paróquias não admitem o uso da Bíblia, querem o uso do Catecismo. Você está dando a entender com sua resposta que o clero nem conhece nem quer conhecer a Bíblia. Por que essa falta de formação bíblica nos estudos teológicos, por que essa falta de interesse para estudar a Bíblia do ponto de vista teológico? F.O. – Porque o clero é formado basicamente para duas coisas: administração dos sacramentos e a parte econômica. Por isso, um pároco tem os dois pontos básicos nessa administração: na dos sacramentos é o único que pode consagrar; na parte econômica é o único que assina cheques. Se você está em uma paróquia e consagra e assina cheques, você manda. Então, o estudo bíblico passa como uma coisa despercebida, pois o clero não vê a Bíblia como um importante instrumento de evangelização, porque não está interessado nem é formado para evangelizar, mas é formado para administrar. Os padres são sacramentalistas e construtores. A partir disso, poderíamos dizer que a Igreja católica é mais judaica que cristã? F.O. – Para a instituição, e isso vale para qualquer tipo de Igreja, inclusive a mais pentecostal, a fundamentação bíblica adequada é o Antigo Testamento. Se você fala do dízimo, Jesus nunca falou disso. O dízimo é uma instituição do Antigo Testamento. Nossas Igrejas pararam no Primeiro Testamento; raríssimas são as que vivem o Segundo Testamento. Não quero dizer que não existam e de fato existem sacerdotes muito bons, mas em termos institucionais, as Igrejas, ainda que seja por necessidade, ficaram no Primeiro Testamento. Partindo da Bíblia, como seria possível afastar-se dessa Igreja Vetero-testamentária, piramidal, para construir uma Igreja mais circular, própria do Novo Testamento, e que foi impulsionada a partir do Vaticano II? F.O. – Sou suspeito de falar sobre isso, porque esse é o meu trabalho. Creio que a única maneira de romper a velha estrutura piramidal, centralizada, são as comunidades eclesiais de base. Mas há um problema muito sério nas comunidades eclesiais de base, pois estas têm uma “caminhada” de 45 ou 50 anos, e na cabeça de muitos assessores, eles pensam que as autênticas comunidades eclesiais de base são aquelas dos anos 1960 ou 1970. Temos que ver hoje quem está entrando nas comunidades eclesiais de base, o que está buscando, que tipo de pessoas está procurando as comunidades. Por isso, creio que a comunidade eclesial de base é a verdadeira concretização do conceito de Igreja que aparece na Lumen Gentium: a Igreja é o Povo de Deus congregado em nome da Trindade Santa. Por isso, temos que buscar pequenas comunidades que vão fazer a sua vida, sua catequese, sua liturgia, em pequenos núcleos. Mas, ao mesmo tempo sentindo-se em rede. Nesse ponto, os pentecostais conseguem isso, são pequenos núcleos, mas têm ao mesmo tempo uma consciência de rede de pertença. Quando há uma convocação, eles vão todos. Nós teríamos que aprender da pastoral dessas pequenas comunidades. Mas, isso só vamos conseguir se houver de fato uma emancipação dos ministérios laicais frente ao clero. Enquanto os leigos pensarem: eu não vou tomar a iniciativa de criar uma comunidade naquele lugar porque o padre ainda não me disse nada, nunca vamos avançar. Por isso, penso que temos que investir sempre naquilo que é a grande conquista do Vaticano II e que é dito inúmeras vezes, mas que nunca se concretiza, que é o chamado protagonismo dos leigos. Vejo como uma bênção de Deus a carta que o Papa Francisco mandou ao cardeal Marc Ouellet, para que o cardeal a remetesse às Igrejas latino-americanas. Essa carta foi enviada em março e quando chegou maio e o Papa viu que o cardeal ainda não a tinha publicado, ele mesmo tomou a iniciativa de publicá-la. Nela diz claramente que se fala muito de que “chegou a hora dos leigos, mas a impressão que tenho é que o relógio parou”. Por isso, penso que o nosso drama hoje é como fazer avançar o relógio, o protagonismo dos leigos. Dizer que a hora dos leigos chegou é algo de que já estamos cansados de ouvir, mas como se concretiza isso? Creio que as comunidades eclesiais de base, como proposta pastoral, ainda têm sua hora. O que foi que parou ou quebrou o relógio? F.O. – Em primeiro lugar, o movimento da história, que é pendular. A história da Igreja nunca é retilínea, uniforme e ascendente, mas pendular. Tivemos 20 anos, de 1958 a 1978, de uma proposta de Igreja com João XXIII e Paulo VI. Depois, tivemos 35 anos de outra proposta de Igreja, com João Paulo II e Bento XVI. Agora, o pêndulo está voltando para o outro lado com Francisco. Creio que o que Francisco está fazendo terá continuidade. Talvez não seja uma continuidade natural, porque tampouco houve uma continuidade entre João XXIII e Paulo VI; os dois eram modelos de papado diferente. Creio que Francisco está abrindo um espaço, colocando o pêndulo de volta. Quem percebeu que o pêndulo chegou ao seu ponto extremo foi Hans Küng, quando escreveu seu último livro e no qual dizia que a Igreja está doente, fazendo um relato da Igreja como se esta fosse um doente terminal. Se Bento não tivesse renunciado, provavelmente a Igreja teria chegado a um momento extremo. Penso que o próprio Bento, com seu gesto profético, disse que esse modelo acabou e que chegou a hora de encontrar outro caminho, e esse caminho é Francisco. Tudo está voltando, e creio que esse movimento de Francisco deve durar outros 20 anos, pois é um pêndulo, a caminhada da Igreja é pendular. Isso faz parte da história. Você falou dos círculos bíblicos, que é um dos elementos que não podem faltar nas comunidades eclesiais de base, a partir da leitura popular da Bíblia. Como tudo isso repercute na vida de quem vive sua fé nas comunidades eclesiais de base? F.O. – Em primeiro lugar, quero dar uma resposta mais institucional. A Dei Verbum suscitou um desafio para todas as Igrejas. Nesse desafio existem quatro passos que foram dados. O primeiro: colocar a Bíblia nas mãos do povo, pois não tinha Bíblia, já que não fazia parte da tradição católica ter Bíblia. Um primeiro passo que ainda não chegou a todas as Igrejas, a todas as comunidades, que de fato o leigo tenha sua Bíblia para seu uso pessoal, lê-la, esse é um passo importante na Pastoral Bíblica. A segunda coisa que considero mais importante é capacitar agentes. Um dos grandes esforços que a Igreja fez nestes últimos anos foi capacitar agentes de Pastoral Bíblica em todos os níveis, desde o nível mais elementar até cursos de grau superior. O primeiro curso de pós-graduação em Bíblia aqui no Brasil é de 1986; antes não havia. A capacitação foi outro grande esforço. Em terceiro lugar, encontrar uma metodologia adequada. A Leitura Popular da Bíblia é a metodologia adequada dentro do que pede a Pastoral Bíblica a partir da Dei Verbum. Neste ponto devemos muito às várias contribuições surgidas no campo da educação. Aqui no Brasil, principalmente a proposta da educação libertadora de Paulo Freire. A grande contribuição no método de leitura bíblica, adotado pelo Centro de Estudos Bíblicos, o CEBI, a partir daquela grande inspiração nascida de Carlos Mesters. Mas, temos que dar um quarto passo, que a própria Conferência Episcopal já percebeu, mas que está sendo difícil, que é a animação bíblica de toda a pastoral, o que se está fazendo devagar. A primeira vez que isto foi sistematizado, orientado e assumido institucionalmente foi no Sínodo de 2008, mas até agora as dioceses não têm claro como dar esse passo. O que significa, de fato, a animação bíblica de toda a pastoral? F.O. – Penso que seria o uso da Bíblia em quatro grandes campos. Primeiro, na liturgia, e neste ponto o clero tem que colocar na cabeça que o povo tem o direito de receber em cada celebração a mensagem que está nas leituras e não na cabeça do padre. Por isso, já no Sínodo de 2008 havia um pedido unânime para que a Santa Sé desse orientações sobre homilética. Francisco acabou fazendo isso de uma maneira muito bonita na Evangelii Gaudium, onde está muito claro, podendo dizer que a partir daí não faz a homilia só quem não quer. O segundo ponto é o da catequese, pois temos que construir uma catequese vivencial, a partir da Bíblia e gradualmente abandonar a catequese doutrinária a partir do Catecismo. O terceiro ponto seriam as diferentes práticas pastorais a partir da Bíblia, onde entrariam os círculos bíblicos. Por último, e não por isso menos importante, a espiritualidade dos fiéis a partir da Bíblia, como instrumento de espiritualidade, retiros bíblicos a partir da metodologia da Leitura Orante da Bíblia. Creio que pouco a pouco vamos começar a dar esses passos, mas esses passos nos mostram que temos muitas coisas para fazer. A propósito de Carlos Mesters, sendo você um dos seus principais discípulos e colaboradores, qual é a contribuição de Carlos Mesters aqui no Brasil para a Teologia Bíblica, desde a Leitura Popular da Bíblia, e qual é a contribuição para você, em termos pessoais? F.O. – Carlos teve duas intuições que são fundamentais: a primeira é que devemos capacitar-nos na Bíblia, o que significa que devemos estudar muito e nos melhores centros. Mesters é formado em Bíblia pela École Biblique de Jerusalém, um dos melhores lugares do mundo de estudo bíblico católico. Agora, devemos capacitar-nos não para o mundo acadêmico, mas para trabalhar com o povo. O respeito pelas pessoas é o que pede a nossa capacitação. Por isso, Carlos é alguém que estuda muito, o que admiro nele, mas estuda muito para trabalhar com o povo, não para o mundo acadêmico. Aprendi isso dele e sigo-o nesse ponto, me capacito muito para trabalhar com o povo. Tenho muitas reservas em relação ao mundo acadêmico. A segunda coisa que acho importante na vida e proposta de Carlos é sua capacidade de sistematizar seus trabalhos e dar a essa sistematização a mesma importância que ao mundo acadêmico, que são as contribuições populares. Em um estudo acadêmico, ou em um artigo, Carlos pode escrever assim, como disse um biblista importante da École Biblique, assim como também disse dona Maria do Recife. Carlos coloca a contribuição acadêmica do lado da vivência popular e sistematiza seus escritos a partir dessas duas fontes. Esse é seu grande segredo. E muitas vezes pensamos que a Bíblia é um instrumento acadêmico. F.O. – Sim e que devemos fazer teses com ela. Creio, com todo o respeito, que se se vai a uma universidade europeia e se compra um livro, ali este é um comentário ao comentário feito por um determinado comentarista. É uma repetição. Sempre comparo o estudo acadêmico da Bíblia com os índios mascando folha de coca, que vão mastigando e colocando num lado da boca. Depois de um tempo, a bochecha fica enorme, pois vão entrando novas folhas e a bola cresce. Assim é o estudo acadêmico da Bíblia, de vez em quando aparece uma nova folha, mas o que foi acumulado continua dentro da boca. Essa visão da Bíblia como o livro do povo é algo que falta na Igreja ocidental, pois de fato os poucos trabalhos sobre a Bíblia com grupos cristãos na Europa são traduções dos trabalhos de Carlos Mesters. Por que falta esse trabalho na Europa? F.O. – Há duas coisas importantes. Uma vez fizemos um intercâmbio entre o Centro de Estudos Bíblicos e a Igreja luterana da Suécia. Eles queriam começar os círculos bíblicos e algumas equipes do Brasil foram para a Suécia. Ali se encontraram com uma barreira, que eu creio ser intransponível. Na cultura europeia a Bíblia é um livro institucional. No caso dos luteranos, era ensinada na escola como uma matéria, uma disciplina; no caso dos católicos, é um livro do clero. Portanto, o povo não sente a Bíblia como algo seu, e esse é o grande segredo da pastoral bíblica aqui no Brasil. Como aqui no Brasil nunca houve Pastoral Bíblica e o povo nunca teve a Bíblia em suas mãos, tinha apenas uma tradição oral da Bíblia desde a época da conquista, o povo sente a Bíblia como algo seu, enquanto que nenhum europeu sente a Bíblia como algo seu, importante para a sua vida, para dar uma direção à sua vida. Por isso, essa Leitura Popular da Bíblia que fazemos no Brasil não tem uma produção pastoral acadêmica, apesar de que se repete muito o trabalho da Casa da Bíblia na Espanha, por exemplo, que tem várias iniciativas interessantes, mas se choca com a institucionalização do texto, que é do clero, institucional, da Igreja; que o povo não sente como algo seu, não o busca. Aqui no Brasil, não, o povo busca. 
 –Fonte: A entrevista é de Luis Miguel Modino e publicada por Religión Digital, 25/08/2016. A tradução é de André Langer. Publicado pelo Instituto Humanitas. Publicada em cebi.org.br/2017/09/01

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Formar leigos para terem mais liberdade e autonomia

Cidade do Vaticano (RV) - Os membros do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB, reunidos em Brasília, nos últimos dias, refletiram sobre o pentecostalismo e neopentecostalismo no Brasil. O texto apresentado pela Comissão do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso indica que “é preciso agilizar nossa solicitude social”, dando respostas às necessidades espirituais das pessoas, à carência de seus corações por algo de mais profundo, à cura, à consolação e à proximidade com o transcendente.
Outro ponto destacado no texto pede para “fomentar pequenas comunidades e formar liderança leigas”. E registra a seguinte constatação: “temos paróquias tão grandes, em geral, que nossos fiéis não se sentem em casa, mas sim deixados de lado e abandonados; enquanto que se sentem em casa – aceitos, estimados e acolhidos – nas pequenas comunidades dos grupos pentecostais”.
O texto propõe como uma possível resposta por parte da Igreja Católica incrementar o clima de família nas paróquias através de pequenas comunidades, grupos de oração, grupos juvenis e outros, investindo decididamente na formação de leigos que possam guiar tais grupos.
Entrevistado recentemente pela RV, Dom Enemésio Lazzaris, bispo de Balsas, no Maranhão, defende a necessidade de uma presença maior da Igreja, inclusive através de uma maior autonomia e autoridade aos leigos, bem formados para o pastoreio. 
“Uma presença permanente de pessoas revestidas de autoridade sem depender tanto daqui e dali, que tenham autonomia; pois percebemos que um dos sucessos das Igrejas evangélicas, protestantes, é que cada um se sente Igreja, cada um é Igreja, então cada um faz aquilo que acha que tem que fazer... com uma autonomia quase plena. Nós algumas vezes delegamos a autoridade, o poder para as pessoas que nos representam, mas as seguramos demais, prendemos, controlamos demais. É preciso dar mais liberdade, mais autonomia para estas pessoas”.
“A formação para o pastoreio, de pastores e pastoras que assumam a animação, a coordenação, a condução pastoral, financeira da comunidade”. 

Dom Enemésio Lazzaris

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Dom José Silva Carvalho é ordenado Bispo de Caetité




A celebração aconteceu na Praça da Catedral, em Caetité. Foto: Luan Ferreira/PASCOM
Na tarde desde domingo, 29, a Diocese de Caetité celebrou a ordenação episcopal de seu nono bispo: Dom José Silva Carvalho.
A celebração reuniu milhares de pessoas na praça da Catedral de Senhora Sant’Ana. As 33 paróquias e 35 cidades que fazem parte da diocese estiveram presentes.
Gente de Vitória da Conquista e de Poções, última paróquia em que esteve Dom Carvalho, participaram da cerimônia, que foi presidida pelo arcebispo da Arquidiocese de Vitória da Conquista, Dom Luis Gonzaga Pepeu.
O momento de alegria pela chegada do novo bispo foi compartilhado por Dom Pepeu durante a homília. Ele falou dos momentos vividos com Dom Carvalho em Vitória da Conquista, além da contribuição, do agora bispo, na formação de novos padres.
Emocionado, Dom Carvalho agradeceu a acolhida. Disse que agora será o momento de nova caminhada. Dom Carvalho expressou sua vontade de logo conhecer cada canto da Diocese.
Ao final fez agredicentos. Demonstrou gratidão a cidade de Poções, Paróquia do Divino Espírito Santo, onde disse ter crescido na fé. Na procissão de encerramento da celebração o aceno, o carinho e afeto por suas novas ovelhas foi demonstrado.

sábado, 28 de janeiro de 2017

SEJA BEM VINDO DOM CARVALHO



Dom Carvalho apresenta seu brasão episcopal



Brasão do Episcopado de Dom Carvalho
O nono bispo da Diocese de Caetité, Dom José Roberto Silva Carvalho, que terá sua ordenação episcopal e posse da Diocese no próximo dia 29 de janeiro, apresentou hoje, em sua rede social, o Brasão Episcopal. Em latim, a frase “Servite Domino in Laetitia” (Servi ao Senhor com alegria. Sl 99) aparece no brasão como o lema de seu episcopado. Leia abaixo a descrição simbólica do brasão. 
1. Campo Azul: Símbolo do céu, nossa futura Pátria. “Vinde benditos de meu Pai e tomai posse do Reino para vós preparado desde a fundação do mundo. (Mt 25,34)
2. A concha com a Pérola: representa Sant’Ana (concha) que carrega em seu ventre Maria (pérola). Senhora Santana é padroeira Diocesana de Caetité, Diocese em que D. Carvalho exercerá seu ministério episcopal.
3. Campos de prata e ouro: as cores do Vaticano, pois Dom Carvalho, recebeu em 01.11.2011, o título de Monsenhor “Capelão de Sua Santidade”. Por solicitação de D. Luis Gonzaga Silva Pepeu, Arcebispo de Vitória da Conquista.
4. Lírio: representa São José, padroeiro do estado do Ceará, do qual D. Carvalho é filho, natural da Capital do estado, Fortaleza, sendo também devoção particular, por ter recebido no batismo o prenome de José.
5. Carnaúba: vegetação nativa do nordeste do Brasil, símbolo do estado do Ceará, conhecida como árvore da vida, por oferecer uma infinidade de usos ao homem; fonte de riqueza econômica para o estado.
6. Pálio vermelho, com sete chamas: é uma referência à Paróquia do Divino Espírito Santo, Paróquia em que D. Carvalho era Pároco, quando foi nomeado Bispo para Caetité. Também, no dia de sua Posse de Pároco 01.11.2011, recebeu o título de Monsenhor Capelão de Sua Santidade.
7. Flor de Lis: simboliza nossa Senhora, tendo como devoção particular nossa Senhora do Carmo.
8. O listel traz o lema episcopal de D. Carvalho: “Servite Domino in Laetitia” (Servi ao Senhor com alegria. Sl 99)
9. O chapéu verde com os cordões e cruz processional: são símbolos da heráldica eclesiástica que por regra, devem estar presentes no brasão episcopal.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

LINDO VÍDEO SOBRE O OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES

ZÉ VICENTE SEMINARIO DE COMUNICAÇÃO DAS CEBs- OS DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO

Cordel das CEBs

Cordel das CEBs

Autoria:  Wandras Santos - Diocese de Caetité


"Alegremente vamos chegando,
Festa bonita vai começar. "
É  o povo das Cebs,
Que vem de todo lugar.
No tempo em que o Brasil,
Passa por uma confusão.
O povo se reuniu,
Para uma formação.
Um encontro diocesano,
Na cidade de Caetité,
Reuniu o povo de Deus,
Sustentados pela fé.
De início foi lida, com muita emoção,
Uma carta mandada,
Por Tiago Aragão,
Dedicando para todos,
uma boa formação.
Coordenador regional,
Do nordeste sofredor,
Dedicado com o povo,
Que luta por amor.
A análise de conjuntura,
Foi feita por Gilmar,
Para que tivéssemos uma noção,
De como o Brasil está.
Se foi golpe não temos dúvidas,
Pois a democracia já morreu,
Tirou manhia Dilma,
E os projetos sociais escafedeu.
O ser humano é obra divina,
E não podemos questionar,
Mas as atitudes de alguns ,
Não podemos deixar de falar.
Um fora temer precisava,
Antes de começar a formação,
Mas ninguém interviu,
Na vida do charlatão,
Golpista e salafrário,
Que não passa de um ladrão.
Depois da janta,
Todo mundo foi rezá,
E os elementos da natureza, com alegria contemplá.
Não era o da catedral,
Mas cedo o sino suou,
Era o tal do Nilson Ladeia,
Que logo nos acordou.
Com destino a capela,
Para o jardim fomos direcionados,
Com uma oração inicial,
Para sermos abençoados!
O evangelho de lucas,
Foi muito bem colocado,
Por Marcos de irundiara,
Homem simples e arretado, com muita dedicação,
Deixou para nós um grande aprendizado.
Sobre o nordestão,
Os caras falou bonito,
Veio até um evangélico,
Para mostrá o quão o povo é unido.
Um encontro ecumênico,
Em Teresina aconteceu,
A união do povo de Deus,
E as ceb's prevaleceu.
Uma tarde cansativa, produtiva e animada,
Canturia, alegria e até mesmo ginástica,
Perna para cima,
Pescoçada, agachadinha e pulada.
Ir. Ida vendo o sufoco,
Que os colegas passavam,
Pediu para todos,
que desce uma parada,
Mas a parte melhor foi quando disse para da uma abaixada.
Marli e Roseli, deixou de lado o violão.
Pegou a papelada e foi  dando de mão em mão.
Elas queriam era saber,
Como anda nas comunidades,
A nossa formação.
Ir. Benedita preparou,
o memento mariano,
Para sentirmos,
Maria misericordiosa nos abençoando.
Depois de uma bela janta,
Um momento festivo não poderia faltar,
Moda de viola e cantoria,
Animação para alegrar,
Foi a Cebs reunida para comer a dançar.
Comida para sobrar,
Fartura ali tinha,
Mas eu não sei o que aconteceu,
Com minha amiga Ritinha.
Sobre o laicato,
Marcos falou o que queria,
Ivo acrescentou,
Sobre os problemas que a Cebs sofria.
Não é nada muito grave,
Pois o povo vai resolver.
Um problema financeiro
Que muitos já imaginava ter.
Soluções foi colocadas.
Para as comunidades fazer,
Balaios, doações e bingos,
Para o dinheiro render.
Como de costume.
Uma avaliação precisaria,
Foi Pe. Reinaldo que perguntou com alegria,
O que nós gostamos?
E o que mudaria?
Com o almoço encerrou,
O encontro prazeroso,
Todos voltaram para casa.
Com aprendizado maravilhoso.
O cordel aqui acaba,
Mas a missão vai continuar, somos o povo das Cebs,
A luta não pode parar.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

AMPLIADA DAS CEBs 3, 4 E 5 MARÇO 2017



Convite
Regional das CEB’s Nordeste lll
“Nas horas de Deus, amém!Pai, Filho, Espírito Santo Luz de Deus em todo canto, nas horas de Deus, amém!”


Irmãos e Irmãs, Paz e Bem!
Já estamos em 2017, nossa caminhada não pode parar. Entre altos e baixos seguimos os trilhos com objetivos de um mundo melhor para todos.  Com isso queremos lembrar a todos/ nossa primeira ampliada das CEB’s, RegionalNordeste lll-Bahia e Sergipe.
Tema: Experiências e espiritualidade das CEB’s
DATA:3, 4 e 5 de Março de 2017
Horário: Início dia 03 as 14 hs termino dia 5 as 11hs
Endereço: Papagaio. Feira de Santana/Ba
Local:  Casa Mãe de Nazaré
Taxa: R$ 50,00

Obs: Traga,Roupa de cama, banho,higienização, Bíblia material para anotações.Pedimos também alguma comida e apresentação típica da sua diocese para animação da nossa noite cultural.
O trem das CEBs e movido por todos nós! "Não fique fora não vai perder o term. O Regional Nordeste três chora e grita também”.

Att,
Equipe de articulação das CBE’s Regional Nordeste lll
Ivo de Jesus-77 99960 0002 (Caetité)
Denilza Marques -77 99145 2688 (Bom Jesus)                                             
Nilson Ladeia-77 99988 6138 (Caetité)
Maria Aparecida (lia)- 75 99202 5710 (Rui Barbosa)